Baleia-jubarte

Distribuição

As baleias-jubarte têm padrões geográficos e temporais bem conhecidos, em que durante o inverno e a primavera elas permanecem em baixas latitudes para acasalar e ter os seus filhotes, e no verão elas usam latitudes mais altas para se alimentar. A espécie ocorre em ambos os hemisférios e em todos os oceanos e é dividida em diferentes populações. A população que migra para a costa brasileira entre julho e outubro pertence ao estoque reprodutivo A.

Anatomia

O tamanho de um adulto pode chegar a 16 metros e pesar até 40 toneladas, enquanto um filhote nasce aproximadamente com 4 metros e pesando 1 tonelada. As nadadeiras peitorais podem medir até 1/3 do seu comprimento total, e um dos motivos pelo qual o nome científico da espécie é Megaptera novaeangliae, pois “Megaptera” significa grandes asas em grego, já “novaeangliae” está associado ao primeiro local onde a espécie foi registrada – Nova Inglaterra (Estados Unidos da América).

Créditos: Daniel Danilewicz

Ciclo de vida

As baleias-jubarte preferem as águas quentes e mais perto da costa para dar à luz, onde os seus filhotes têm um ambiente mais favorável para passar os primeiros tempos das suas vidas. Os machos também migram para as regiões tropicais buscando fêmeas disponíveis para acasalar. Após a cópula, as fêmeas vão para as regiões subantárticas se alimentar e retornam para o Brasil para o nascimento dos seus filhotes, com um período de gestação de aproximadamente 1 ano. Nos primeiros meses da sua vida, o filhote normalmente é observado em comportamento de repouso enquanto se alimenta do leite nutritivo da sua mãe para crescer e se preparar para a sua primeira migração de 4000 km, distância que separa a costa baiana das ilhas da Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul, onde a população se alimenta. Após 1 ano, em que o filhote mama e aprende a se alimentar independentemente, ele retorna ao Brasil acompanhando a sua mãe, e pronto para iniciar a sua jornada sozinho. O único vínculo social estabelecido por estes animais é entre mãe e filhote, enquanto o filhote é dependente da sua mãe.

Comportamento

Para além dos saltos e batidas de caudal e peitoral realizados pelas jubartes, que produzem sons debaixo de água que podem ser usados para, por exemplo, chamar a atenção, os machos produzem um conjunto de sons complexos e padronizados conhecido como “canto”. O canto ocorre predominantemente nas áreas usadas para reprodução, e dessa maneira acredita-se estar associado ao comportamento reprodutivo, ou para atrair as fêmeas dispostas a acasalar ou para afastar possíveis competidores. Todos os machos da mesma população emitem o mesmo canto, como se fosse um “hit”, mas cada temporada reprodutiva esse canto muda e evolui progressivamente para um novo “hit”, em que todos os machos aprendem os novos trechos uns com os outros, e continuam cantando da mesma forma.

alimentação

Vale salientar que as baleias-jubarte permanecem em jejum na costa brasileira, salve algumas exceções registradas no sudeste do Brasil. Por esse motivo elas precisam se alimentar o melhor possível durante o verão, acumulando uma camada de gordura que pode chegar a 15 cm de espessura, que será convertida em energia durante a restante parte do ano. As jubartes se alimentam filtrando pequenos crustáceos conhecidos como krill (Euphasia superba) através de placas composta por queratina que descem do topo da boca e que funcionam como cortinas chamadas de barbatanas. As pregas ventrais que vão desde o umbigo até à mandíbula se estendem como um acordeão para aumentar o volume de água com alimento dentro da boca.

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